quinta-feira, 26 de maio de 2011

Dificuldade do dia

Não tenho feito muitas análises sobre o processo de maturação que venho sofrendo atualmente. Apenas está rolando essa reflexão momentânea e assim penso em notícias do inexplicável. Aguardo boas novas, fico ouvindo Strokes, deitado para dormir, feliz por estar vivo e seguindo mais um dia no imenso silêncio que é a solidão. Visto a alegoria da felicidade, procuro o conforto como desafio e revisito velhos álbuns de fotografias, mas nada irá consolar o que não tem remédio. Vira a página e pronto! Eis que surgirão as perspectivas que tanto procurava. Logo alí do outro lado da rua, no canal seguinte, no próximo telefonema ou no olhar menos atento. Tudo é argumento para acreditar que a calma supera qualquer coisa. Tenho me tornado senil antes do tempo, sem acreditar que meu sono cura o dia anterior, e que manter-se acordado trará aquilo que preciso. Agora desconstruo tudo. Um camaleão, um X-Men talvez.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Retorno (mais do mesmo)


...E não há racionalidade que explique o renascimento desse ou de outro trabalho, as dúvidas não serão completamente sanadas até que a última gota do copo esteja prestes a ser sorvida, que a última palavra seja dita no último discurso do último sepultamento da família e que minha alma seja absolvida ou absorvida? Cabe o critério de interpretação de cada integrante deste universo, para que o fim seja posto em um prático desfecho com plenas facilidades de se tornar uma coisa não mais abstrata, mas monumental. Acredito no recomeço e hoje pratico minha porção pensante diante do computador, um registro das possibilidades e das intempéries causadas pelo convívio social. Aqui estou, eterno!?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ciclo de estar

O beijo - Rodin


Ciclo de estar


Poder comprar qualquer sentido é desejar demais
Um sorriso permanete, talvez a dor de um gemido
O corte em fruta doce, aquele andar mais atraente
Ter a seiva corrompida cultivando a vaidade
Ver graça numa vida de filme em preto e braco
A beleza de um canto que viaja pela mente
Intempestivo por ter alma, criativo por ter calma
Existência de um plano esculpido pela idade
Ser um bicho entre ventres com instintos ancestrais
Vagas maldades que sempre alimentam os vulgares
Mas comigo é diferente, sou refém do algo mais
Sou complexo e indecente, indeciso e concreto
Por vezes não fui reto, por buscar outros lugares
As curvas do raciocínio, as esquinas daquela dor
Seja como for, posso morrer sem ter domínio
Irei rápido, frio, e talvez de forma morna
Com a flecha no peito e o amor na mente
Sigo o destino de seduzir o não óbvio
E a bela vontade de atrair o indesejável


Marcelo Snug

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Você acredita em Papai Noel?

Sempre ouvi dizer que um bom homem é aquele que dá dinheiro aos pobres.
Em tempo de Natal isso poderia ser bastante adequado, porém ler em qualquer jornal do dia 23 de Junho de 2009, uma frase explícita onde o presidente da república brasileira prefere dar dinheiro aos pobres a cortar impostos me deixa um tanto quanto apreensivo...
Principalmente pelo fato de sua justificativa, aquecer a economia, ou seja provocar uma onda de consumo em todo o país. Será? E se for, isso é bom?
Ora amigos, jamais vi compra de votos tão anunciada como essa. E acredito que benefícios do governo federal não são reais, mas sim uma obrigação de uma nação que arrecada seus impostos.
Não entrarei na proposta da existência de Papai Noel, mas confesso a todos que o senhor presidente Lula é concreto, existe e anda distribuindo verba pública aos ditos necessitados.
Aí lembro-me de uma frase do falecido Renato Russo que dizia: "O sol nasce pra todos só não sabe quem não quer ..."
Então inicio meus questionamentos da seguinte forma. Porque não ensinar os necessitados a conquistar novos horizontes, dar educação de qualidade para gerar a tão esperada corrente de positividade que a educação sempre gera? Porque manter uma nação de pseudo alfabetizados na margem da ignorância? Onde estão os benefícios reais?
Essa ajuda de custo é totalmente efêmera e gera um levante de desocupados, que no auge de suas ignorâncias acreditam que essa grana resolverá tudo. Aí pergunto:

Papai Noel Existe?

Enquanto nós surfamos numa marola diante da Tsnunami que foi essa crise financeira em 2009. Inúmeros países fazem seu controle de natalidade de forma racional, para que não haja nenhuma surpresa demográfica edificadora de crises sociais.
Não quero com isso defender uma nova Teoria Malthusiana, mas aqui no Brasil se premia aqueles que tem filhos e vivem numa miséria sem fim. Acompanhe o raciocínio:
- Ter mais filhos só aumenta a miséria não acham? Hoje crianças nascem com o intuito de serem depositadas na escola para que assim seus pais estejam aptos a receberem o abeçoado dinheiro vindo do governo. Será que os ignorantes não irão votar em políticos que defendam esse ideal? Dar dinheiro sem cosntruir algo positivo é um risco! E essa política social aplicada no Brasil é tão arriscada que só poderemos ter noção disso anos depois, quando a reversão desse quadro estiver cada vez mais distante e imprudente.
Não sou vidente, mas sei do que isso é capaz de gerar numa sociedade complexa como a nossa, cheia de disparidades e repleta de preconceitos.
Por isso peço que leiam com calma e imaginem isso em 2010, ok?
Eleições estão chegando e é ano de copa, assim informo, pois tem gente que estanca o raciocínio quando aparecem esse eventos.

Que tudo corra bem em 2010!




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arte...

" Se a obra de arte proviesse da intenção de fazê-la, podia ser produto da vontade. Como não provém, só pode ser, essencialmente, produto do instinto; pois que instinto e vontade são as únicas duas qualidades que operam. A obra de arte é, portanto, uma produção do instinto. O drama, sendo primariamente uma obra de arte, é-o também."
Fernando Pessoa
Não espero conter os vícios do bem profano nem mesmo tê-los de presente, apenas ouço meus reclames, que embora firmes, mostram a mais pura das inseguranças humanas, o ato de aceitá-las. Refletindo assim encontro nas gravuras um pouco de mim e um pouco do que arquitetei durante anos.
Perante ao frio e ao medo da escuridão busco refletir sobre as faltas existentes desde a infância até a fase adulta... Onde estará minha Gioconda?
Derramo as cores sobre um papel sujo. E bem diante dos meus olhos, uma suave esperança, aquela que me deixa livre pra pensar o que quiser, aquela que ao caminhar no sentido aleatório mostra o verdadeiro ato de descobrir a vida. Eis que surge uma porta fechada e entre suas frestas, raios de luzes coloridas que me guiam ao paraíso... Ou será inferno?
Sigo em frente, minha mão na maçaneta, aquela dúvida e a dificuldade. Um momento tão difícil que nem Kafka com sua metamorfose poderia descrever.

Info: A imagem vista é uma obra intitulada de "A Divina Comédia (Inferno - Canto 17)", um Graba' de 2003.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Collective Soul - Youth (2004)

Disco para ouvir no amanhecer de Sábado para Domingo, quando você se prepara para ir a praia. Eu testei e deu certo, muito bom!
Gostei muito da baladinha
"How Do You Love?" , é uma música sem muitas novidades, mas que me agrada tanto na melodia como na letra. Confesso que gostaria de ouvir Bono Vox cantando ela. hehe
Não deixe pra depois o que pode ser ouvido agora!
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Radio Moscow - Brain Cycles (2009)

- Rádio Moscow é uma banda americana de rock psicodélico formada em Iowa, 2003. É liderada pelo vocalista/guitarrista/compositor - Parker Griggs (que também toca bateria em versões de estúdio da banda), o baixista Zach Anderson e pelo baterista Corey Berry. A banda lançou dois álbuns, Radio Moscow em 2007 e Brain Cycles em 2009, recentemente a banda apresentou a música “Luckydutch” na trilha sonora para o filme “The Goods”. -
Detalhes retirados do last.fm
Opinião minha não vai contar muito, pois curtir o som é o mais importante... Perfect!
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Reflexos da realidade comum

"Folhas na selva nem sempre destacam-se, mas ela surgiu diante de mim, fiz uma flor daquilo que vi e transformei minha vida inteira... Se for amor, hoje vejo desgaste e não deveria acreditar em fins. Resgato palavras de qualquer maneira, rego com a calma de quem dorme e acorda para um novo tempo. Esqueço os espinhos, cultivo os jardins, vejo as mudanças trazidas pelo vento. Será que a realidade é um sonho camuflado, um fruto de paixão passageira ou um alento que foi desintegrado? Apenas sei que afastou-se de mim."



Escrevo para soltar meus cachorros na rua, para afastar as fofocas da vizinha, recolher as roupas do varal, para sair por aí, voltar da faculdade e até mentir que sou feliz. Faço por que acho, não por ser quem sou.

domingo, 9 de agosto de 2009

Quantos dias precisam para ser um pai.

Pais e Filhos - Legião Urbana
"Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo
São crianças como você
O que você vai ser
Quando você crescer?"
(Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá)

Essa é só mais uma reflexão sobre as coisas do mundo, sobre as partes de um todo mal quantificado onde muitos se julgam especialistas, mas poucos conseguem extrair o sumo dessa verdade inconstante. Chame como for, mas não esqueça do poder de uma família e dos tantos elementos que edificam a vida de nossos pais. Somos frutos dessa mesma realidade.

Feliz dia dos pais...

sábado, 8 de agosto de 2009

Pão e Poesia

Compositor(es): Moraes Moreira/ Fausto Nilo

Felicidade é uma cidade pequenina
é uma casinha é uma colina
qualquer lugar que se ilumina
quando a gente quer amar

Se a vida fosse trabalhar nessa oficina
fazer menino ou menina, edifício e maracá
virtude e vício, liberdade e precipício
fazer pão, fazer comício, fazer gol e namorar

Se a vida fosse o meu desejo
dar um beijo em teu sorriso, sem cansaço
e o portão do paraíso é teu abraço
quando a fábrica apitar

Felicidade é uma cidade pequenina
é uma casinha é uma colina
qualquer lugar que se ilumina
quando a gente quer amar

Numa paisagem entre o pão e a poesia
entre o quero e o não queria
entre a terra e o luar
não é na guerra, nem saudade nem futuro
é o amor no pé do muro sem ninguém policiar

É a faculdade de sonhar é uma poesia
que principia quando eu paro de pensar
pensar na luta desigual, na força bruta, meu amor
que te maltrata entre o almoço e o jantar

Felicidade é uma cidade pequenina
é uma casinha é uma colina
qualquer lugar que se ilumina
quando a gente quer amar

O lindo espaço entre a fruta e o caroço
quando explode é um alvoroço
que distrai o teu olhar
é a natureza onde eu pareço metade
da tua mesma vontade
escondida em outro olhar

E como o doce não esconde a tamarinda
essa beleza só finda
quando a outra começar
vai ser bem feito nosso amor daquele jeito
nesse dia é feriado não precisa trabalhar

Pra não dizer que eu não falei da fantasia
que acaricia o pensamento popular
o amor que fica entre a fala e a tua boca
nem a palavra mais louca, consegue significar: felicidade

Felicidade é uma cidade pequenina
é uma casinha é uma colina
qualquer lugar que se ilumina
quando a gente quer amar