sábado, 22 de fevereiro de 2025

Curto espaço de tempo

Está apertado aqui dentro
Me tranco em canções 
Pulveriso-as no vento
No fluir das citações 
 
Em outras palavras, o amor
Acelerado, sem cessar 
Sendo breve, como for
Não consigo mensurar 

Paradigma tão claro
Embora triste, sorridente
O que houve de tão raro
Que transfigura o ausente?

Sente? 
A força que isso faz?
Sente?
A falta que isso faz?

Fixado em sua parede
O relógio é contramão
É como fome, como sede
Essencial, e como não?

Novamente amanheceu
Segue livre sua conduta
Não se acha o que perdeu
Nessa vida diminuta

Duas alianças, um bordão
Sempre quer que eu filtre
Que maldita invenção
Tanto é falsa, quanto biltre.

Sente? 
A força que isso faz?
Sente?
A falta que isso faz?

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